FLUXO DE TRABALHO GRÁFICO
A produção gráfica envolve 4 grandes etapas:*PROJETO
*PRÉ-IMPRESSÃO
*IMPRESSÃO
*ACABAMENTO
01- PROJETO
responsável: agência
- projeto gráfico;
- diagramação;
- arte final;
- escolha de suportes;
- processos e acabamento;
todos os aspectos técnicos relevantes ao
projeto deverão ser pensados;
- por ser a primeira etapa todas as seguintes
serão definidas e/ou influenciadas por ela.
- é finalizada com a aprovação do cliente
INFORMAÇÕES RELEVANTES
Algumas informações influenciam diretamente
a escolha dos processos de impressão e
acabamento utilizados no projeto.
- público;
- tiragem;
- verba disponível (produção);
- acompanhamento gráfico;
BONECA x PROTÓTIPOS
O uso de bonecas e protótipos é de grande
relevância para a compreensão e aprovação do
projeto por parte do cliente;
SEU USO NÃO SE RESTRINGE À
APRESENTAÇÃO DO PROJETO pode auxiliar
na identificação de possíveis problemas de
montagem, diagramação entre outros.
SOFTWARE x FINALIDADE
Vetorial
Corel Draw
Illustrator
Free hand
Inkscape
Imagem
Photoshop
Gimp
Diagramção
In Design
Quark express
Page maker
Scribus
02- PRÉ-IMPRESSÃO
responsável: birô
A arte final será convertida em arquivos digitais
prontos para a reprodução industrial.
Sua principal função é a produção dos fotolitos
utilizados para a produção das matrizes de
impressão.
Inclui ainda:
- digitalização de imagens;
- edição de imagens em alta resolução;
- geração e revelação dos fotolitos;
- prova dos fotolitos;
- provas de alta resolução.
ASPECTOS RELEVANTES
- adequação à gráfica;
- influência dos processos produtivos;
- influência do suporte;
- custo da etapa X informatização.
03- IMPRESSÃO
Responsável: gráfica
Se refere à efetiva tranferência da arte final para
o suporte final com ou seu uso de matrizes.
Larga escala x baixa escala
O QUE É FEITO:
- Montagem da matriz e imposição de paginas;
- Gravação das matrizes;
- Revelação das matrizes;
- Prova das matrizes;
- Provas de impressão;
- Impressão.
ASPECTOS RELEVANTES
- conhecimento prévio da gráfica;
- prazos;
- tipo de máquina;
- número de cores;
- conhecimento do suporte;
- tiragem;
- tipo de mídia;
- limitações técnicas do processo.
04- ACABAMENTO
Responsável: gráfica/terceiros
Diz respeito a todos os procedimentos posteriores
à impressão e anterirores ao empacotamento e
distribuição do impresso.
O QUE PODE SER FEITO
- Refile;
- Dobras;
- Corte e vinco;
- Relevos;
- Aplicação de verniz;
- Encadernação
CARACTERÍSTICAS
- última etapa visível do processo;
- dependência das etapas anteriores;
- função de enobrecimento;
- caráter manual x mecanização.
ASPECTOS RELEVANTES
- Terceirização;
- Custos envolvidos;
- Relevância do acabamento;
PROJETO
aprovação do cliente - arte final
PRÉ-IMPRESSÃO
arte final - fotolitos
IMPRESSÃO
matriz - material impresso
ACABAMENTO
material impresso - peça pronta
IMPRESSÃO DIGITAL
A tecnologia de impressão digital dispensa a
confecção de matrizes para impressão, criando
assim um fluxo de trabalho mais curto.
Seu uso é recomendado para baixas tiragens ou
para a confecção de modelos e protótipos.
Grande potencial de crescimento.
COMPUTER - TO - FILM
Do computador para o filmeCOMPUTER - TO - PLATE
Do computador para a chapa
COMPUTER - TO - PRESS
Do computador para a impressora
Criação do papel
O papel é um afeltrado de fibras unidas tanto fisicamente (por estarem entrelaçadas a modo de malha) como quimicamente por ligações de hidrogênio.
Historia
Desde os tempos mais remotos e com a finalidade de representar objetos inanimados ou em movimento, o homem vem desenhando nas superfícies dos mais diferentes materiais. Nesta atividade, tão intimamente ligada ao raciocínio, utilizou, inicialmente, as superfícies daqueles materiais que a natureza oferecia praticamente prontos para seu uso, tais como paredes rochosas, pedras, ossos, folhas de certas plantas, etc. Acompanhando o desenvolvimento da inteligência humana, as representações gráficas foram se tornando cada vez mais complexas, passando desse modo a significar ideias. Este desenvolvimento, ao permitir, também, um crescente domínio da circunstâncias através de utensílios por eles criados, levou o homem a desenvolver suportes mais adequados para as representações gráficas. Com esta finalidade, a história registra o uso de tabletes de barro cozido, tecidos de fibras diversas, papiros, pergaminhos e, finalmente, papel.
A maioria dos historiadores concorda em atribuir a Cai Lun (ou Ts'ai Lun) da China a primazia de ter feito papel por meio da polpação de redes de pesca e trapos, e mais tarde usando fibras vegetais. Este processo consistia em um cozimento forte de fibras, após o que eram batidas e esmagadas. A pasta obtida pela dispersão das fibras era depurada e a folha, formada sobre uma peneira feita de juncos delgados unidos entre si por seda ou crina, era fixada sobre uma armação de madeira. Conseguia-se formar a folha celulósica sobre este molde, mediante uma submersão do mesmo na tinta contendo a dispersão das fibras ou mediante o despejo da certaquantidade da dispersão sobre o molde ou peneira. Precedia-se a secagem da folha, comprimindo-a sobre a placa de material poroso ou deixando-a pendurada ao ar. Os espécimes que chegaram até os nossos dias provam que o papel feito pelos antigos chineses era de alta qualidade, que permite, até mesmo, compará-los ao papel feito atualmente.

Matéria-prima
As fibras para sua fabricação requerem algumas propriedades especiais, como alto conteúdo de celulose, baixo custo e fácil obtenção — razões pelas quais as mais usadas são as vegetais. O material mais usado é a polpa de madeira de árvores, principalmente pinheiros (pelo preço e resistência devido ao maior comprimento da fibra) e eucaliptos (pelo crescimento acelerado da árvore). Antes da utilização da celulose em 1840, por um alemão chamado Keller, outros materiais como o algodão, o linho e o cânhamo eram utilizados na confecção do papel.
Atualmente, os papéis feitos de fibras de algodão são usados em trabalhos de restauração, de arte e artes gráficas, tal como o desenho e a gravura, que exigem um suporte de alta qualidade.
Nos últimos 20 anos, a indústria papeleira, com base na utilização da celulose como matéria-prima para o papel, teve notáveis avanços, no entanto as cinco etapas básicas de fabricação do papel se mantêm: (1) estoque de cavacos, (2) fabricação da polpa, (3) branqueamento, (4) formação da folha, (5) acabamento.
No início da chamada "era dos computadores", previa-se que o consumo de papel diminuiria bastante, pois ele teria ficado obsoleto. No entanto, esta previsão foi desmentida na prática: a cada ano, o consumo de papel tem sido maior.
É fato que os escritórios têm consumido muito mais papel após a introdução de computadores. Isso pode ter ocorrido tanto porque, com os computadores, o acesso à informação aumentou muito (aumentando a oferta de informações, aumenta também a demanda), quanto pela facilidade do uso de computadores e impressoras, o que permite que o uso do papel seja menos racional que outrora (escrever à mão, ou à máquina datilográfica, exigia muito mais esforço, diminuindo o ímpeto de gastar papel com materiais inúteis). De fato, a porcentagem de papéis impressos que nunca serão lidos é bastante alta na maior parte dos escritórios (especialmente os que dispõem de impressoras a laser (as quais imprimem numerosas páginas por minuto).
Produção
Para se transformar a madeira em polpa, que é a matéria prima do papel, é necessário separar a lignina, acelulose e a hemicelulose que constituem a madeira. Para isso se usam vários processos, sendo os principais os processos mecânicos e os químicos.
Os processos mecânicos basicamente trituram a madeira, separando apenas a hemicelulose, e assim produzindo uma polpa de menor qualidade, de fibras curtas e amarelado.
O principal processo químico é o kraft, que trata a madeira em cavacos com hidróxido de sódio ehidrossulfeto de sódio, que dissolve a lignina, liberando a celulose como polpa de papel de maior qualidade. O principal inconveniente deste processo é que o licor escuro também conhecido como licor negro que é produzido pela dissolução da lignina da madeira. Este licor deve ser tratado adequadamente devido a seu grande poder poluente, já que contém compostos de enxofre tóxicos e mal-cheirosos e grande carga orgânica. O reaproveitamento desta lignina é diverso, podendo o licor ser concentrado por evaporação e usado até mesmo como combustível para produção de vapor na própria fábrica. O branqueamento da polpa de papel subsequente também é potencialmente poluente, pois costumava ser feito com cloro, gerando compostos orgânicos clorados tóxicos e cancerígenos. Atualmente o branqueamento é feito por processos sem cloro elementar conhecido como ECF do inglês "elemental chlorine free" (usam dióxido de cloro) ou totalmente livres de cloro conhecido como TCF do inglês "total chlorine free" (usam peróxidos, ozônio, etc.). Estudos apontam que o efluente que sai de ambos os processos quando tratado não possui diferença significativa quanto ao teor tóxico sendo ambos de baixíssimo impacto ambiental. Aplicações industriais têm apontado para uma redução na emissão de óxidos de nitrogênio (dióxido de nitrogênio e monóxido de nitrogênio) na mudança do processo TCF para o processo ECF. Essas duas evidências em conjunto têm começado a fazer o setor repensar quanto a qual processo dentre os dois é efetivamente menos poluente e quebra um grande paradigma no setor que acreditava como dogma que o processo totalmente livre de cloro (TCF) era o mais adequado ambientalmente.
Resumo do processo produtivo
- Floresta - local onde são plantadas espécies mais apropriadas para a o tipo de celulose ou papel a ser produzido - a maioria das empresas usam áreas reflorestadas e tem seu proprio viveiro onde fazem melhorias na espécie cultivada fazendo a clonagem das plantas com as melhores características;
- Captação da madeira — A árvore é cortada e descascada, transportada, lavada e picada em cavacos de tamanhos pré determinados;
- Cozimento: no digestor os cavacos são misturados ao licor branco e cozidos a temperaturas de 160 C;
- Nessa etapa tem-se a pasta marrom que pode ser usada para fabricar papéis não branqueados.
- Branqueamento - a pasta marrom passa por reações com peróxido, dioxido de sódio, dioxido de cloro, ozônio e ácido e é lavada a cada etapa transformando-se em polpa branqueada;
- Secagem: a polpa branqueada é seca e enfardada para transporte caso a fábrica não possua maquina de papel;
- Máquina de papel - a celulose é seca e prensada até atingir a gramatura desejada para o papel a ser produzido.
- Tratamento da lixívia e rejeitos da água — o licor negro resultante do cozimento é tratado e os químicos são recuperados para serem usado como licor branco. Esse tratamento ameniza os impactos ambientais causados pela fabrica de papel;
- Produção de energia — A produção de energia vem de Turbo geradores que são movidos por vapor proveniente da caldeira.
Tamanhos padronizados
As folhas de papel comercialmente vendidas são cortadas em tamanhos predefinidos. Os mais comuns são Carta e A4, usados em escritórios e tarefas escolares. As gráficas também usam papel em tamanho A3, principalmente para confecção de cartazes. As dimensões são agrupadas em um tipo de "família", onde os valores crescem na seguinte proporção: A) a altura do tamanho atual passa a ser a largura do próximo tamanho, e B) a altura do próximo tamanho é o dobro da largura do tamanho actual. Alguns exemplos:
W=width, largura H=height, altura
| Tamanhos de papel conhecidos | ||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| U.S. standard | ||||||||||||||
| Polegadas | cm | Pontos | ||||||||||||
| Nome | W | × | H | W | × | H | W | × | H | |||||
| 11x17 | 11.0 | 17.0 | 27.9 | 43.2 | 792 | 1224 | 11×17in portrait (retrato) | |||||||
| ledger | 17.0 | 11.0 | 43.2 | 27.9 | 1224 | 792 | 11×17in landscape (paisagem) | |||||||
| legal | 8.5 | 14.0 | 21.6 | 35.6 | 612 | 1008 | ||||||||
| letter | 8.5 | 11.0 | 21.6 | 27.9 | 612 | 792 | ||||||||
| lettersmall | 8.5 | 11.0 | 21.6 | 27.9 | 612 | 792 | ||||||||
| archE | 36.0 | 48.0 | 91.4 | 121.9 | 2592 | 3456 | ||||||||
| archD | 24.0 | 36.0 | 61.0 | 91.4 | 1728 | 2592 | ||||||||
| archC | 18.0 | 24.0 | 45.7 | 61.0 | 1296 | 1728 | ||||||||
| archB | 12.0 | 18.0 | 30.5 | 45.7 | 864 | 1296 | ||||||||
| archA | 9.0 | 12.0 | 22.9 | 30.5 | 648 | 864 | ||||||||
| Norma ISO | ||||||||||||||
| a0 | 33.1 | 46.8 | 84.0 | 118.8 | 2380 | 3368 | ||||||||
| a1 | 23.4 | 33.1 | 59.4 | 84.0 | 1684 | 2380 | ||||||||
| a2 | 16.5 | 23.4 | 42.0 | 59.4 | 1190 | 1684 | ||||||||
| a3 | 11.7 | 16.5 | 29.7 | 42.0 | 842 | 1190 | ||||||||
| a4 | 8.3 | 11.7 | 21.0 | 29.7 | 595 | 842 | ||||||||
| a4small | 8.3 | 11.7 | 21.0 | 29.7 | 595 | 842 | ||||||||
| a5 | 5.8 | 8.3 | 14.9 | 21.0 | 421 | 595 | ||||||||
| a6 | 4.1 | 5.8 | 10.5 | 14.9 | 297 | 421 | ||||||||
| a7 | 2.9 | 4.1 | 7.4 | 10.5 | 210 | 297 | ||||||||
| a8 | 2.1 | 2.9 | 5.2 | 7.4 | 148 | 210 | ||||||||
| a9 | 1.5 | 2.1 | 3.7 | 5.2 | 105 | 148 | ||||||||
| a10 | 1.0 | 1.5 | 2.6 | 3.7 | 74 | 105 | ||||||||
| isob0 | 39.4 | 55.7 | 100.0 | 141.4 | 2836 | 4008 | ||||||||
| isob1 | 27.8 | 39.4 | 70.7 | 100.0 | 2004 | 2836 | ||||||||
| isob2 | 19.7 | 27.8 | 50.0 | 70.7 | 1418 | 2004 | ||||||||
| isob3 | 13.9 | 19.7 | 35.3 | 50.0 | 1002 | 1418 | ||||||||
| isob4 | 9.8 | 13.9 | 25.0 | 35.3 | 709 | 1002 | ||||||||
| isob5 | 7.0 | 9.8 | 17.7 | 25.0 | 501 | 709 | ||||||||
| c0 | 36.1 | 51.1 | 91.7 | 129.7 | 2600 | 3677 | ||||||||
| c1 | 25.5 | 36.1 | 64.8 | 91.7 | 1837 | 2600 | ||||||||
| c2 | 18.0 | 25.5 | 45.8 | 64.8 | 1298 | 1837 | ||||||||
| c3 | 12.8 | 18.0 | 32.4 | 45.8 | 918 | 1298 | ||||||||
| c4 | 9.0 | 12.8 | 22.9 | 32.4 | 649 | 918 | ||||||||
| c5 | 6.4 | 9.0 | 16.2 | 22.9 | 459 | 649 | ||||||||
| c6 | 4.5 | 6.4 | 11.4 | 16.2 | 323 | 459 | ||||||||
| JIS standard | ||||||||||||||
| jisb0 | 103.0 | 145.6 | ||||||||||||
| jisb1 | 72.8 | 103.0 | ||||||||||||
| jisb2 | 51.5 | 72.8 | ||||||||||||
| jisb3 | 36.4 | 51.5 | ||||||||||||
| jisb4 | 25.7 | 36.4 | ||||||||||||
| jisb5 | 18.2 | 25.7 | ||||||||||||
| jisb6 | 12.8 | 18.2 | ||||||||||||
| ISO/JIS switchable | ||||||||||||||
| b0 (ver *) | ||||||||||||||
| b1 (ver *) | ||||||||||||||
| b2 (ver *) | ||||||||||||||
| b3 (ver *) | ||||||||||||||
| b4 (ver *) | ||||||||||||||
| b5 (ver *) | ||||||||||||||
| Other | ||||||||||||||
| flsa | 8.5 | 13.0 | 21.6 | 33.0 | 612 | 936 | U.S. foolscap | |||||||
| flse | 8.5 | 13.0 | 21.6 | 33.0 | 612 | 936 | European foolscap | |||||||
| halfletter | 5.5 | 8.5 | 14.0 | 21.6 | 396 | 612 | ||||||||
Tipos de papel
Entre os muitos conhecidos podem-se citar:
- Papel ácido;
- Papel alcalino;
- Papel artesanal;
- Papel autocopiativo;
- Papel bíblia;
- Papel-cartão;
- Papel couché;
- Papel dobradura
- Papel de seda
- Glinter - Uma espécie de papel termossensível;
- Papel higiênico;
- Papel jornal;
- Papel fotocopiador;
- Papel fotográfico;
- Papel offset;
- Papel termossensível;
- Papelão;
- Papel reciclado;
- Papel presente;
- Papel vegetal;
- Papel vergé;
- Papel sulfite;
- Papel de arroz;
- Papel de westimentor;
- Papel de folha de bananeira;


